"Tristeza não tem fim. Felicidade sim."


Sou do tipo otimista. Sempre tentando manter a cabeça erguida. O copo está sempre metade cheio. Mas é impossível ser assim o tempo todo!
Tentar fingir, mentir pra si mesmo e pra quem se ama. Não é impossível, mas extremamente doloroso.
Se algo te preocupa, te machuca, o parecer-bem duplica a dor.
Existe um ditado que diz "A dor é inevitável. O sofrimento é opcional". Por isso não me faço de coitado.
Sei que a tal felicidade que tanto procuram anda muito próximo à dor. São quase "grandes amigas". Talvez seja preciso um pouco de dor em nossas vidas mesmo. Para podermos diferenciar quando tudo estiver bem. O motivo? São milhares, milhões; em uma única cabeça... Quantos somos no planeta mesmo?
Compensa-se a dor com felicidade. E essa sim nasce conosco, dentro de nós. Começa com a alegria de nascer e devemos mantê-la em alta. É um exercício diário. Como já dizia o poeta:

“Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar”

Sejamos esse vento! Agradeçamos e sejamos felizes.
Então no fundo da dor sou feliz. E agradeço!

Seja qual for a sua tristeza lembre-se que ela é necessária. Agradeça por ela. E se você vai sofrer ou não... tudo depende da maneira como você enxerga o seu copo.

Caminho Atrás da Barreira


As nuvens não são barreiras

São vapores, fumaça, negras, brancas.

Elas são esnobes, pairam sobre as nossas cabeças

Pálidas, negras

Resmungam quando não há vento e invejam-nos, por andarmos sem ele.

E nós a invejamos por voarem.

Passamos dentro delas e elas apenas por cima de nossas cabeças

Pálidas, negras

Só combinam com o azul. Contrastam e destacam-se.

Despercebidas no frio, choram a chuva.

Estão à mercê do vento. E nós a mercê de nós mesmos.

E elas invejam-nos.

São temas de músicas

Mas não sabem assobiar.

Pálidas, negras.

Temos a certeza que atrás daquela, bem espessa de tanta inveja

Há o mesmo céu azul.

Atrás das barreiras ainda há o caminho.

Elas me bloqueiam o sol

Tamanha raiva

Raiva sentimos porque elas voam

Pálidas, negras

Talvez quisesse ser nuvem. Voar sem rumo.

Evaporar, fundir no azul

Mas ainda precisaria do vento pra andar

E não passaria por dentro de ninguém

Apenas o avião me cortaria

Pessoas me cortam hoje também

E eu não vôo.

Não queria evaporar, queria somente ser nuvem.

Pálida, negra...

Imagine




De quase tudo que vejo
Em quase nada me sinto
No escuro só enxergo o silêncio
Esquivo
Pulo
Agarro
e torço
Espremo bem, pra tirar qualquer impureza
Agora pego no colo e cuido
Porcelana chinesa
Raridade imensurável
Desvalorizada
Essencial
Paz.
Louva a tu
Louva a mim
Louva a tudo que seja
Louvável.
De proeza em proeza
Louvado seja
Lavado esteja
Vosso espírito
E que de belo tenha
Que ser louvado
Por quem quer que seja

Louvemos àquilo que não
Vemos
Sentimentos sublimes
Que esquecemos
Oremos

Louva-a-Deus

.

Mudanças do Vento que Passa

Pequeno texto que fala das mudanças que somos obrigados a fazer para alcançar nossos objetivos. E nos manter retos é sempre tão difícil.
É melhor o vento quebrar nosso galho podre, do que este contaminar o restante da árvore.
"Se os seus sonhos estiverem nas nuvens,
não se preocupe, pois eles estão no
lugar certo. Agora, construa os alicerces."
(Shakespeare)




O vento que está certo
Sempre seguindo no mesmo sentido
Vez ou outra muda o rumo do barco
Quem é você?
O barco ou o vento?

O vento que está certo
Segue reto
Encontra o concreto maciço do prédio
E morre
Mas não muda a direção!

O vento que está certo
Porque o obstáculo à frente
Não lhe impede de soprar
Ao oposto
Vira vendaval
A fim de removê-lo

Ele procura espaço
Para ventar seu assobio
Assobiar sua melodia
Ventar sua ventania

Deixe a vida seguir
Permita ao vento chegar
E veja o que ele faz

Queria ser como o vento
Se não houver espaço
Removo tudo ventando
E assobio.